Uma coisa boa que os comboios têm na Bélgica são as tarifas de fim-de-semana que permitem viajar a metade do preço.
Assim, aproveitei a benesse e fui para Amsterdão no último fim-de-semana.
Perto de Antuérpia uma estranha figura vestida de fato branco, correntes e ostentando demasiado ouro para um membro do sexo masculino meteu conversa comigo. A princípio em Flemish, depois em inglês.
Pergunta-me a nacionalidade. Portuguesa, pois claro!
"Portugaal? Very nice country, i've never been there but my friends recomended it..." - Disse-me enquanto imaginava os amigos desta figura.
Conheceriam Elvas? E o Padre Frederico?
Adiante.
Mudo de composição em Antuérpia para um comboio holandês que se dirige para Amsterdão e a primeira impressão que me fica resume-se a uma palavra: Turistas.
Muitos turistas, na sua maioria jovens com mochila às costas esperando chegar à Meca do vício.
Os túneis subterrâneos por onde passa o comboio fazem-me lembrar o metro, tal como as várias hélices de produção de energia aqui presentes recordam-me os célebres moinhos que associamos à paisagem rural dos Países Baixos. Os quais rareiam. Uma espécie em extinção?
Roterdão. Perto da estação da cidade vê-se a casa do Feyenoord, a célebre Banheira de Roterdão, a qual não se parece nada com uma banheira...
Quilómetros de campos verdes e estufas separam-me de Amsterdão, os quais são atravessados rapidamente enquanto passo pelas brasas.
Chegámos à Capital do Pecado.
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