segunda-feira, julho 23, 2007

Amsterdam - Cap II

Dou os primeiros passos na estação de comboios e na minha frente um america turista-pé-descalço mete os braços no ar e exclama:

"Allright! Amsterdam dood!..."

Os outros dois gringos viram-se com um ar de felicidade só comparável a quem chegou ao Shangri-la e um faz-lhe um Hi5 sonoro.

São assim os americas...

Decidi segui-los. À distância claro, não fossem eles confundirem-me com algum elemento da Al-Qaeda. :P

Viraram à direita na primeira ponte e dirigiram-se ao Coffee Shop dedicado aos Doors. Minutos depois saíram eufóricos, provavelmente já fornecidos de weed.

Descem a rua e param no Bob's Hostel(1). Não voltei a vê-los. Provavelmente outros americas já tinham passado por ali e aconselharam o local.

Por sinal o Bob's está situado estrategicamente, Coffee Shop à direita e Red Light District nas traseiras, algo me diz que vão ficar por ali...

Segui a avenida principal e lembrei-me do que colegas me diziam da cidade:

"Amesterdão não é a Holanda"

Pois não...Esta cidade é uma Babel de línguas e culturas, com gente de todos os quadrantes geográficos e sociais.

E turistas. Muitos turistas deambulam lentamente pela cidade captando as positive vibes e consumindo o muito que esta cidade tem para oferecer. A preços elevados, claro...

Torra-se dinheiro muito facilmente, os sentidos são inundados por ofertas olfativas, sensoriais, visuais...basta querer. E poder.

Voltemos à terra. As biclas. Estas existem por todo o lado, o que não sendo novidade neste país, ganha uma nova dimensão aqui pelo facto de muitos turistas alugarem bicicletas próprias para o efeito e circularem para cima e para baixo sem grande noção de regras de trânsito ou de localização.

Também o fiz, aluguei uma bicicleta e corri parte da cidade tentando não atropelar ninguém pelo caminho.O que em certas situações não foi fácil. A senhora loira perto do homem-estátua que o diga...

Atropelos são coisas que não existem nos célebres canais de Amsterdão, embora efectivamente os engarrafamentos sejam comuns, tal a quantidade de barcos...

Isto sem esquecer os barcos estacionados nas margens, que por vezes abrigam famílias disfrutando do sol como se estivessem na varanda de suas casas, e esta referência à habitação não é de todo inocente, pois por aqui muitos fazem do seu bote uma casa com direito a garagem e tudo...Yacht lovers, eat your heart out!


(1). Hostel - Espécie de Pousada da Juventude com acomodações básicas e preços baixos. Pelo menos para aqui...40 euros por noite e fica-se apenas com uma cama!

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