Em 2002 o Rock iniciou um novo ciclo que ajudou à curva descendente do Nu-Metal, género que vinha dominando as tabelas através de bandas como os Linkin Park ou Limp Bizkit, os quais começaram a partilhar o protagonismo com projectos oriundos do Garage Rock, como The White Stripes ou The Strokes.
Bebendo inspiração nos anos 70 e em bandas como os Ramones, assiste-se a um ressurgimento do Garage Rock com as guitarras cruas de novo a ganhar popularidade, nomeadamente de novos projectos como os The Hives, Black Rebel Motorcycle Club e a sensação The Strokes...
Last Nite foi a introdução do Garage Rock ao novo milénio e o género dificilmente teria um cartão de visita mais agradável do que este tema, pelo que bastava este single para Is This It ser um disco valioso.
No entanto o disco não se esgota neste tema, pois The Modern Age, Hard to Explain e Someday são todos temas que lembram uma beleza que a simplicidade por vezes encerra e que tão bem fica num disco de estreia.
Um segredo bem guardado da cena Metal, os System of a Down já andavam na estrada desde 1998 para contentamento dos fãs mais hardcore, até que no final de 2001 Toxicity trepa as tabelas e começa a incomodar os Jay-Z's e demais papa-tabelas com o caos e desordem presentes no disco.
Aparentemente filiados no Nu-Metal, o som dos System transcende géneros tão facilmente como os Faith No More o faziam anos atrás.
Incorrectos como se fossem filhos bastardos de Frank Zappa, esta banda composta por elementos de origem arménia tem neste disco uma obra que ficará para a história do Metal do início deste século.
Esta opção pode parecer algo discutível, mas acompanhem-me no raciocínio, um dos fenómenos mais marcantes deste novo século é a chamada globalização, que leva a cultura ocidental a todos os cantos do globo e que por outro lado esta é contaminada por elementos fora do circuito aglo-saxónico dominante.
Ora, Shakira Mebarak, colombiana de ascendência libanesa, apresenta em Laundry Service um disco que se poderia considerar Global, pois se o disco é cantado quase na totalidade em inglês, a influência latina é bem patente no sotaque e na sonoridade (Objection).
Mas o disco não se esgota aí, pois além da referência Andina de Whenever, Wherever, em Eyes Like Yours fecha-se os olhos e sente-se o sabor do Médio Oriente entranhar-se na pele, enquanto a sensual voz nos transporta para cenários das 1001 noites.
E agora, a questão essencial: E será que este disco pode considerado Rock?
Pode, se considerarmos as guitarras presentes, a energia empregue e o facto das letras escritas pela própria Shakira estarem mais próximas de uma Alanis Morrisette de que o Livin La Vida Loca Ricky Martin.
Um disco a descobrir.
Last Nite - The Strokes
So simple and yet so refreshing...
Toxicity - System of a Down

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