quinta-feira, abril 17, 2008

Dança comigo e outros traumas profundos

Existem pessoas com dons muito especiais, como palitar os dentes com uma moto-serra ou cortar as unhas com uma debulhadora, mas a maior parte dos dons são mais comuns como por exemplo cozinhar, jogar futebol ou, neste caso, dançar.

E depois existem pessoas que são precisamente o contrário, o dom destes passa precisamente por serem maus numa determinada área, mesmo muito maus, mas assim mesmo mesmo muito maus, medíocres como Santana Lopes na tomada de posse como Primeiro-Ministro, ou Luís F. Vieira como Presidente do Benfica. Estão a ver? Sim, fracos. Fraquinhos.

Ora, o meu dom cai nesta segunda categoria e refere-se à dança.

Várias almas caridosas tentaram ensinar-me alguns passos de dança, com resultados terríveis para os pés e joelhos das vítimas.

Uma, talvez mais avisada, usou sapatos com biqueira de aço no momento das lições, o que a princípio encheu-me de confiança, pois parecia que pela primeira vez estava a acertar (pelo menos não errava tanto) com os movimentos.

Desgraça: Depois de cinco minutos de salsa, começamos ao som do tango e num movimento mais brusco, a minha professora sai disparada em direcção ao roupeiro e bate com a cabeça na esquina, abrindo-lhe ligeiramente o sobrolho.

Nunca mais dei um passo de dança.

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