Há dias vi o programa da Oprah onde uma casamenteira profissional imitava Cupido e juntava parzinhos, ao mesmo tempo que debitava filosofia barata sobre homens, mulheres e o amorrrr....
Ao ver aquilo, veio-me à memória esse tempo longínquo em que navegava pelos chats dando conselhos a damas chorosas.
Um dos traumas mais frequentes era algo do género:
"...julgava que era o homem da minha vida mas depois de ir para a cama comigo, já não me liga nenhuma..."
Depois de ouvir pacientemente os queixumes, passava a receita:
"Não temos só uma alma gémea, temos muitas e como julgaste encontrar esta, de certeza que vais encontrar muitas mais, basta ter paciência e esperar...e de certeza que a próxima experiência será melhor, pois aprendeste algo com os erros do passado."
Terminado o programa, perguntei-me:
"E será que realmente TODA a gente tem várias almas gémeas?..."
Resposta: TEM.
Precisa é de evitar no win situations, algo que parece atrair muita gente que, tendo sofrido bastante, já não sabem viver de outra maneira. E então repetem sempre os mesmos erros. Segundo eles, é mau, mas pelo menos já sabem com que contar.
Também há quem erre ao procurar no outro algo que os faça agarrar à vida, encontrar aquele equilíbrio necessário à sanidade mental.
Nada mais errado, uma relação saudável é feita de dar e receber, de equilíbrios e ao colmatar uma falha nossa sem dar nada de significativo em troca, esquecem-se de uma regra essencial:
"Amem-se antes de amar os outros"
Se não são capazes de ter amor-próprio, dificilmente serão capazes de amar o próximo.
No final disto tudo a minha mente pregou-me uma partida:
"E se nos aparecerem duas almas gémeas ao mesmo tempo? E se aparecer uma segunda alma gémea quando já temos uma relação com outra?..."
Como já tinha filosofado os meus cinco minutos diários da praxe, decidi não pensar mais no caso e fui desligar o cérebro ver o programa da Fátima Lopes.

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