
Os carros ao longo da estrada. As decorações iluminadas e a música do bailarico.
Jan-Luc, arréte!!! - gritava a senhora de cores berrantes, enquanto saía da esplanada em frente à igreja.
À direita, as roulottes das farturas, à esquerda, os carrinhos de choque. Em frente, pitas armadas com meio quilo de acessórios, calças da feira mango e tops curtos mostram as suas faixas de gaja, iniciando-se assim no ritual do acasalamento.
No palco, o artista canta Adelaide Ferreira dobrado em espanhol. Ou espanholês...Agradece e sai de cena um minuto antes de terminar o instrumental da canção. Correu-lhe mal, a voz fraquejou e nota-se agora que já só pensa na sumol e na sandes de torresmos que foi prometida na barraquinha da comissão de festas.
Terminada a animação de palco, o povo dispersa-se pelos comes e bebes, enquanto a estereofonia alterna entre ranchos de vozes estridentes e artistas de letras brejeiras.
No final, morteiros e foguetes assinalam o fim de festa.
Agosto, meu lindo Agosto...

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