
A norte, os passadiços. Mais uma centena de metros em cima de madeira ressequida e temos a praia, a areia, o mar. Duas dezenas de pessoas partilham o espaço como se latifundiários se tratassem.
Pela beira-mar dirijo-me à mole de gente presente a sul. Adultos e menos adultos disfrutam da fria água salgada enquanto o salva-vidas conversa com um incauto banhista.
O regueirão. Um mar de crianças brinca na água como uma fonte de felicidade. Acima, os perceptores vigiam os rebentos quais águias perscutando o horizonte.

Subo em direcção às areias urbanizadas e penetro na àrea densa das famílias burguesas, onde políticos, patrões e advogados descem ao nível dos mortais.
Duas deusas do sol deitam-se em adoração ao Salvador e ao longe alguns duendes veneram-nas estendidos nas toalhas esburacadas.
Calçadão. A caminho do ponto de partida, vejo dois golden boys praticando desporto, talvez na esperança de obter a atenção das fêmeas na esplanada adjacente.

Assim é o Verão.

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