sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Frágil

Ao contrário do que muitas pensam, os homens não são sortudos no que toca à educação pelos pais, ou melhor, podem ser, mas tal pode voltar-se contra eles.

Como?

Já vos explico.

Desde novos que os rapazinhos são educados a exercitar o lado fanfarrão e exibicionista por forma a ostentar o lado macho perfeito e que lhes permitirá mais tarde integrar essa sociedade sinistra intitulada "Grupo de amigos", essa matilha de adolescentes que define os seus líderes pela quantidade de arrotes por minuto e hostilizam quem não demonstra destreza ao futebol.

Este grupo evolui anos mais tarde para "Colegas de trabalho", cuja actividade passa pelo levantamento de copos enquanto se comenta com brejeirices os decotes da secretária e da Engª. do Ambiente.

O irónico desta situação é que entre os principais responsáveis desta situação estão as mãezinhas dos meninos que num acto de traição ao género feminino, inculcam desde cedo uma série de dogmas e preconceitos aos rebentos, afirmando por exemplo "Menino não chora" ou incentivando até uma atitude marialva com as meninas (Já o contrário...).

Se à partida este tipo de educação não tem nada de mal e até pode ser vista como positiva por alguns, certo é que eles são treinados desde cedo a esconder os sentimentos e em particular as suas fragilidades, sendo visto como "Coisa de maricas".

O problema é que ao esconder este aspecto num baú blindado, não desenvolvem meios de lidar com muitas situações que atravessam, acabando por funcionar como um vulcão: Aguentam a pressão sem sinais de ruptura visíveis até que um dia explodem afectando tudo o que lhes rodeia.

Seria tão mais fácil se fizéssemos como Jorge Palma, não acham?


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