Apesar dos traumas e diferenças que o Secundário pode acarretar, este ainda é um ensino igualitário onde o pessoal "do bairro" convive na mesma turma com os rebentos da pequena e média burguesia e apesar destes não se misturarem muito, o contacto é possível e frequente.
No entanto chegados ao final do 12º ano (chamado de Graduation nos US of A), os resistentes do bairro que se esforçaram para terminar esta etapa levam com uma dose de realidade: "Universidade?!? 'Tás maluco, vai mas é trabalhar que aqui não há burros a pão-de-ló..."
Felizmente nem todos os pais deste estrato social são assim, mas os outros são sempre a excepção. E para os azarados, a vida académica fica interrompida, ao contrário dos petites bourgeois cuja carreira universitária não só é encorajada pela família, como esta também é vista como mais um ponto de afirmação social, não só do estudante como dos próprios pais.
E assim se perpetuam diferenças sociais típicas de sociedades subdesenvolvidas, onde o berço conta tanto ou mais que o mérito.
terça-feira, julho 08, 2008
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