sexta-feira, março 27, 2009
O Pequeno Rambo II - Missão Iraque
- Eu não atendo números privados!!!
- Então porquê?
- Sabe-se lá se é para pôr uma bomba no meu telemóvel!...
Outra:
- Isto é demais para mim, devia era ir para o Iraque, aí é que eu estava bem...
sábado, março 21, 2009
O Pequeno Rambo
Mas as aparências iludem...
Certa vez ao telefone com tal personagem, o Pequeno Rambo decide manifestar a sua insatisfação com a seguinte frase:
- Qualquer dia chego aí com a caçadeira e dou-vos um tiro a todos!!!
Depois de alguns segundos de silêncio, durante os quais tentei encontrar a melhor forma de lidar com tal declaração, respondi:
- Mas olhe, quando vier avise-me, para assim não me apanhar aqui...
O homem soltou sonoras gargalhadas e depois continuou a conversa satisfeito da vida.
Noutra altura, mais uma vez o stress profissional apoderava-se da nossa personagem e confessa-me ao telefone:
- Olhe, eu já não aguento mais isto, qualquer dia dou um tiro nos miolos, se alguma vez abrir o jornal e vir a notícia "Homem suicida-se com tiro na cabeça", fui eu...
Ao que respondi:
- Oh, não faça isso, então e depois quem fazia este serviço?!?!
De novo gargalhadas seguidas por um resumo da história da vida deste Pequeno Rambo.
quarta-feira, janeiro 21, 2009
O português ucraniano
Escasso em palavras, esta personagem é muitas vezes confundida com um imigrante de leste, tendo-lhe já acontecido ser abordado em ucraniano por compatriotas...
segunda-feira, janeiro 05, 2009
A Brasileira
As roupas reveladoras que enverga são por vezes tapadas por um casaco comprido branco, o qual tira logo que esta entra em nos escritórios, comentando de seguida: "Ai qui calô aqui dentro!.."
sexta-feira, dezembro 12, 2008
O Macho Latino
Homem rude e orgulhoso, esta personagem gosta de exibir os seus dotes(?) físicos de t-shirt de cavas ou camisa aberta até ao umbigo, enquanto larga piropos ao sexo oposto como se de flatulência se tratasse.
Profundamente homofóbico, embora não o admita ("Oxalá fossem todos paneleiros, assim ficava com as mulheres todas p'ra mim"), o nosso macho analfabeto gosta de contar histórias dignas de filme e que metem invariavelmente uma mulher adúltera, um mínimo de 3 quecas seguidas ("E sem tirar!!!") e ainda uma cena de pancadaria entre si e o marido, onde o corno perde sempre pelo menos 3 dentes.
Macho como poucos, este é no entanto traído em certas ocasiões por uma voz que lhe sai em falsete, o que origina a risota mais ou menos disfarçada dos presentes...
quinta-feira, dezembro 04, 2008
O Pavarotti da Brandoa
Seguidor da nobre arte teatral, é-lhe muitas vezes pedido que recite frases e ditos célebres, o qual faz com a pompa condicente à vestimenta vintage que costuma envergar.
Como muitos dos indígenas destas terras por cristianizar, as suas raízes encontram-se no Norte de Portugal, não sendo difícil colocar tal personagem n’Os Maias ou qualquer outra obra contemporânea.
Não tinha intenção de referir já esta personagem, mas como este Pavarotti encontra-se agora enfermo no Hospital, aproveito para lhe desejar as melhoras. E pedir para não cantar tão alto, especialmente de manhã.
segunda-feira, novembro 24, 2008
O Muçulmano
A personagem de hoje chama-se José Assad e é um homem a tocar os cinquentas, pele bastante morena e bigode farfalhudo que passaria completamente despercebido no Paquistão.
De olhar esgroviado que em certas alturas parece saltar das órbitas, Assad não suporta africanos, sendo-lhe comum a frase "Era metê-los todos num barco e levá-los p'ra terra deles...", talvez ignorando o facto que noutros países seria ele o alvo de tais frases.
Altivo e pouco dado à religião, a nossa personagem não gosta de ser ligado a fundamentalismos, insultando as mães dos terroristas e desejando a estes um destino final que alterna entre ficarem presos no fundo do mar ou serem alvos de torturas medievais.
Uma joia de pessoa.
sexta-feira, novembro 14, 2008
O Árbitro
Alto, corpulento e com voz de trovão, o nosso ex-árbitro impõe respeito por onde passa.
Talvez fruto de anos a arbitrar batalhas campais jogos dos distritais de futebol, esta personagem de meia-idade gosta de fazer-se notar e opinar sobre tudo o que o rodeia, seja da sua conta ou não, demostrando ainda uma ética do género regras-e-bons-costumes-são-coisa-boa-e-eu-gosto-desde-que-não-se-apliquem-a-mim.
Famoso por contar histórias do tempo em que estava no activo, ficou-me na memória aquela em que teve de ser escoltado pela GNR para sair do campo só porque "expulsei dois tipos da equipa da casa por bocas porcas e acabaram por perder com um penalti nos descontos"
Quando lhe perguntámos que bocas porcas eram essas, imaginando que tivesse a ver com a actividade profissional da sua mãe, respondeu-nos com um brilhozinho maquiavélico no olhar:
- Pá, chamaram-me "Vendido"! Lá porque na semana anterior tinha jantado no restaurante do Presidente do ****** (clube rival), não quer dizer nada! Tenho alguma culpa que me tenham oferecido o jantar!?!? Olha'messa!..."
